Negócios

Grandes empresas vão mudar cenário da construção civil

As médias e pequenas empresas da indústria da construção, em Porto Alegre, que representam mais de 80% do setor, devem preparar-se para um novo cenário que está se desenhando para o setor imobiliário local, com a chegada de grandes empresas do centro do país – já vieram sete – e com o interesse de grandes grupos imobiliários internacionais, principalmente italianos, espanhóis, mexicanos e americanos, que começam a sondar o mercado brasileiro.
Entre as grandes nacionais recentemente estabelecidas no estado estão Cyrela, Gafisa, Impar, Rodobens, Rossi, Lopes e Alphaville, que dispõem de, pelo menos, R$ 14,9 bilhões para impulsionar suas atividades. Este movimento, segundo o presidente do Sinduscon-RS, Carlos Alberto Aíta, tem um lado positivo e outro negativo. O positivo é que se trata de dinheiro novo, de origem privada, que vai alavancar o setor, sem dependência ao setor público, e que será aplicado só em grandes empreendimentos, deixando um campo aberto às pequenas empresas. Mas estas, que hoje controlam 60% do mercado, terão maior e mais forte concorrência, perderão parte do seu mercado e terão margens de rentabilidade menor.
O Sinduscon-RS montou um programa para ajudar os pequenos e médios empreendedores do setor, levando-lhes informações e novos conhecimentos para se situarem no novo cenário, como a criação de cooperativas de compras. Segundo Aita, um dos caminhos estará nas associações e parcerias entre os pequenos e médios e até com os grandes. Ele usa a figura de uma árvore para mostrar como ficará o setor: as grandes serão o tronco, as médias formarão os galhos e as locais serão os ramos. Segundo Aita, também existe a tendência das “grandes maiores” engolirem as “grandes menores”, principalmente diante da futura concorrência das estrangeiras, sobrando cerca de meia dúzia das 22 grandes que existem hoje no País.

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Carlos Alberto Aita, presidente do Sinduscon-RS.


O Banrisul abriu crédito de R$ 100 milhões para hospitais

O Banrisul abriu crédito de R$ 100 milhões para atender o Programa de Modernização e Revitalização de Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Rio Grande do Sul, lançado, dia 10 de junho, pela governadora Yeda Crusius, no Palácio Piratini. O banco foi representado pelo vice-presidente, Rubens Bordini, que destacou o objetivo de melhoria do atendimento da saúde pública no estado.
Com o programa, as instituições de saúde públicas e privadas terão meios para capacitar e investir em qualidade com crédito do Banrisul. O protocolo que dá início à implantação do programa permite a melhoria do atendimento à população foi assinado pela governadora Yeda Crusius e pelose representantes das demais instituições envolvidas: Banrisul, Secretária da Administração e Instituto de Previdência (IPE). Até o momento, 48 instituições já estão habilitadas a integrar o Programa de Modernização e Revitalização de Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Rio Grande do Sul.


DHB começa nova era e busca novos mercados

O almoço que o industrial Luiz Carlos Mandelli ofereceu, dia 11 de julho, na Fiergs, marcou mais que os 40 anos de sua empresa DHB Componentes Automotivos. Marcou o início de uma nova era da empresa, após a recomposição de suas dívidas, com saúde financeira recuperada, pagamentos pontuais e aumento das compras, o que possibilitará renovação tecnológica para a fabricação de sistemas de direção hidráulica e a volta do crescimento, que, este ano, será de 25%, fechando o ano com faturamento de R$ 390 milhões e, em 2008, repetição da mesma performance, com crescimento talvez ainda maior, diante do aumento da produção de automóveis no País e a maior internacionalização da marca, que já vende seus produtos para as maiores montadoras do mundo em 40 países. A empresa recuperou algum atraso tecnológico que teve no passado e começará a produzir sistemas de direção elétrica e eletro-hidráulica, as grandes novidades do setor. A DHB é uma sociedade anônima gaúcha, com capital 100% nacional, e tem entre seus sócios a GM Brasil.
Maior fabricante especializada em sistemas de direção hidráulica da América Latina, a DHB Componentes Automotivos anunciou um investimento de R$ 30 milhões, até o final de 2008, na expansão das fábricas de bombas hidráulicas e de caixas de direção. Os recursos serão aplicados na qualificação de mão-de-obra, de processos e de produtos. A expansão deverá ter como resultado um acréscimo mensal no volume de peças produzidas de 50% em bombas hidráulicas e de 30% em caixas de direção.


Luiz Carlos Mandelli, presidente da DHB.

Gravações para diminuir o roubo de automóveis

A Primazia Gravações assinou convênio com a Associação dos Servidores da Procergs - Asprocergs - para a gravação preventiva contra furto, roubo e fraudes em automóveis e motos de seus associados. O acordo deverá beneficiar cerca de 800 servidores da Procergs. O serviço consiste na gravação do número do chassi em 16 peças fundamentais como portas, capô, pára-lamas, porta-malas, colunas, aros e estepe, inviabilizando os chamados desmanches clandestinos e protegendo, desta forma, o patrimônio dos associados da Asprocergs.
O sistema é de fácil aplicação, exige pequeno investimento e oferece maior visibilidade de segurança (selos de identificação), com a conseqüente valorização dos veículos e possibilidade de descontos em seguradoras.


Setor de móveis começa a reagir

Fabricantes de móveis sob medida começam a sentir um início de recuperação nas vendas, como resultado da estabilidade da inflação e do crescimento econômico persistente, embora ainda a taxas não compatíveis com as necessidades do País. A constatação é do presidente do Sindicato da Indústria da Marcenaria do Rio Grande do Sul, Joni Alberto Matte, ao lembrar que o fenômeno beneficia especialmente os micro e pequenos empresários do setor, que produzem móveis sob medida. “Isto é muito importante para este segmento da indústria moveleira, que dificilmente tem acesso à exportação, ao contrário das grandes empresas”, observa. Há, no Estado, cerca de 2.000 indústrias no setor de marcenaria, sendo mais de 90% de micro e pequeno porte.


Investimento em formação

A Toniolo, Busnello S.A. investe na formação de seus colaboradores, tanto no aspecto técnico como comportamental. Desde o advento do Planejamento Estratégico na empresa, a área de Recursos Humanos implantou a Avaliação de Desempenho de seus colaboradores, que deu origem ao Plano de Capacitação. Entre os anos 2005 e 2006, foram oferecidos mais de 200 cursos de capacitação, programa que está tendo continuidade em 2007. Os líderes da empresa, por exemplo, acabam de participar do TEAL – Treinamento Experencial ao Ar Livre, que tem por objetivo a busca por resultados e a superação dos limites, melhora do relacionamento interpessoal e inovação.