História
Gunter Axt organizou e Marília
Ryff Moreira Vianna assina a coordenação editorial de
As Guerras dos Gaúchos - História dos conflitos do RS,
o livro que teve lançamento concorrido no Museu Júlio
de Castilhos.
Ritmos
Um sucesso a breve temporada do espetáculo La Pasión
del Bailado, no Teatro Renascença. Paulo Pinheiro e seu Stúdio
de Dança deram um show de tango ao abordar a história
deste ritmo ao longo dos tempos, indo de Gardel a Piazzolla. Elogios
unânimes ao figurino e ao grupo de dançarinos, em especial
a Milena Vasconcellos, a bela partner de Paulo Pinheiro.
Nikkei
Mie Makino coordenou com entusiasmo as comemorações
pelo Centenário da Imigração Japonesa que agenda
recentemente,com muitas atrações, o Parque da Harmonia.
O roteiro inclui dos tambores japoneses a um workshop de ikebana,
passando pelo desfile dos luxuosos quimonos. Não faltou nem
mesmo a tradicional cerimônia do chá.
Sopa no pão
Ricardo Oppitz colocou o seu Café Canela Bistrô no meio
do caminho entre Gramado e Canela. Agora, que passa pela Avenida das
Hortências tem esta interessante opção gastronômica,
que fez fama no coração de Canela. Nas noites sempre
frescas da região, o buffet de sopa no pão se torna
irresistível, tanto para os glutões como para a turma
ciosa da silhueta.

Karina Krieger

Mariana Heuser

Fabiana Riffel

Karina Marques
Os 100 anos de Alcides Gonçalves serão
marcados por livro, CD e shows
Nome praticamente desconhecido pelo grande público na atualidade,
mas que foi um grande músico e compositor, amigo do pessoal
do Jornal da Noite quando preparavam o nascimento do jornal, e em
anos anteriores, na boemia do Batelão, do Chão de Estrelas,
do Gente da Noite e de outras casas noturnas de Porto Alegre, o pelotense
Alcides Gonçalves (1908-1987), teria completado 100 anos, dia
primeiro de outubro, se ainda estivesse entre nós.
De acordo com o jornalista Marcello Campos – e assinamos em
baixo -, ele foi um dos mais importantes músicos populares
no Rio Grande do Sul no século XX. Radicado em Porto Alegre
desde a infância, em meio a uma família repleta de músicos
(6 dos 9 irmãos Gonçalves eram do ramo), ele foi cantor,
violonista, pianista e compositor. E dos bons.
O auge de sua carreira ocorreu nas décadas de 30 e 40, atuando
nas principais emissoras radiofônicas e casas noturnas da Capital
gaúcha, Buenos Aires, Montevidéu e Rio de Janeiro. Entre
1940 e 1943, integrou o elenco regular da Rádio Nacional, cantando
e compondo ao lado de “cartazes” como Orlando Silva, Francisco
Alves, Ataulfo Alves e os gaúchos Dante Santoro e Radamés
Gnatalli. Como intérprete, foi o primeiro a gravar composições
de Lupicínio Rodrigues, com os sambas “Triste História”
e “Pergunte Aos Meus Tamancos”, parceria de ambos levada
ao disco em 1936 pela RCA Victor. Com o mesmo letrista, musicou no
fim da década de 40 os sambas-canções “Maria
Rosa”, “Quem Há De Dizer”, “Cadeira
Vazia” e “Castigo”, sucessos nacionais nas vozes
de Francisco Alves e outros grandes nomes. Nas décadas seguintes,
consolidou-se como um dos maiores nomes da seresta porto-alegrense
e gravou os LPs “Cadeira Vazia” (Continental/1977) e “Pra
Ela” (independente/1982), ambos inéditos em CD.
A vida e a obra de Alcides Gonçalves serão tema do livro
“Minha Seresta”, em fase de finalização
pelo jornalista Marcello Campos, da Rádio Guaíba, além
de CD-tributo e série de shows promovidos pelo Sindicato dos
Compositores do RS. O primeiro espetáculo está marcado
para dia 10 de outubro, no Teatro Dante Barone da Assembléia
Legislativa. A data do nascimento de Alcides Gonçalves foi
lembrada pelo Sindicato dos Compositores do Rio Grande do Sul em missa
realizada, às 18h30min do dia primeiro, na Catedral Metropolitana
de Porto Alegre.
Uma história que alguns dizem que foi desentendimento passageiro,
mas que Alcides nunca esqueceu, como comentou várias vezes
conosco, em mesas de bares da Cidade Baixa ou à caminho do
Chão de Estrelas, de Adelaide Dias, ainda nos anos 70/80, foi
a da primeira gravação de “Cadeira vazia”,
que ele compôs em parceria com Lupicínio Rodrigues, em
1949. Foi gravado em disco, em 1950, por Francisco Alves, o grande
ídolo na época, e o nome de Alcides Gonçalves
foi omitido nos créditos de autoria da música. Ele pode
ter perdoado o parceiro, até criou outras músicas com
Lupicínio, mais tarde, mas nunca deixou de dizer que haviam
lhe “roubado” a composição.
Como violonista, Alcides muito acompanhou Lupicínio Rodrigues
em suas apresentações no Rio e em São Paulo.

Alcides Gonçalves em 1939

Alcides Gonçalves em 1970