Negócios

A Tuper já investiu R$ 72 milhões e vai investir mais R$ 150 milhões

Os empresários catarinenses estão muito entusiasmados com o comportamento da economia brasileira nos primeiro trimestre deste ano. Na inauguração de novas máquinas na Tuper, em São Bento do Sul, dia 18 de março, vários deles falaram a este jornal dizendo que estão investindo em suas empresas e vão aumentar os investimentos porque acreditam que o Brasil está iniciando um novo ciclo de crescimento.
A Tuper S/A, empresa de capital 100% nacional, iniciou as operações da linha de Galvanização e ampliou a fábrica de tubos de aço, instaladas no seu parque industrial localizado em São Bento do Sul, Santa Catarina. As duas novas linhas exigiram a aplicação de R$ 35 milhões, completando um ciclo de investimentos de R$ 72 milhões, realizados pela Tuper nos últimos dois anos, em suas linhas produtivas. Frank Bollmann, presidente da empresa, garantiu que vai investir mais R$ 150 milhões nos próximos três anos.
Para Bollmann, a inauguração dessas unidades, aumentará significativamente a presença da companhia catarinense nos diversos mercados onde atua, em todo o País. “Com isso, nossa expectativa é que o faturamento ultrapasse a casa do R$ 1 bilhão ainda este ano”, ressalta. Em 2009, ano da crise internacional, a empresa faturou R$ 674 milhões contra R$ 702 milhões em 2008. Um dos grandes mercados da Tuper é o Rio Grande do Sul.


Frank Bollmann, presidente da Tuper

Indústria de fertilizantes prevê consumo 4% maior

O setor de fertilizantes está otimista com as perspectivas de desempenho para 2010. O presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul, Torvaldo Antonio Marzolla Filho projeta um crescimento de consumo no Estado na faixa dos 4% neste ano na comparação com 2009. “Se isto for confirmado, será um grande resultado, já que fechamos o ano com um recorde histórico de consumo, da ordem de 2,94 milhões de toneladas”, destaca o dirigente.
Além dessa parcela da produção das indústrias gaúchas de adubos consumida dentro do Estado, outras 760 mil toneladas foram comercializadas em outras regiões do País ou exportadas para países como Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile. O presidente do Siargs credita à adequada aplicação de fertilizantes nas lavouras o fato de o RS estar colhendo a maior safra de sua história. O atual quadro favorável para o mercado de adubos resulta de fatores como a retomada da economia mundial e o crescimento das compras de commodities agrícolas, principalmente pelos países emergentes, como China e Índia. Também contribui positivamente a estabilização dos preços das matérias-primas para a produção de fertilizantes, que são em sua totalidade importadas pelo RS, conclui Torvaldo.


Torvaldo Marzolla Filho, presidente do Siargs

Fundamentos econômicos fortalecem o país

“A partir de 1994, com o Plano Real, o Brasil começou a avançar muito. A nossa moeda está em alta hoje, porque os fundamentos econômicos estão muito mais valorizados”. Esta foi uma das reflexões abordadas pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores do Banrisul, Ricardo Hingel, durante o painel “Os riscos da inflação: impacto possível sobre o crédito e os juros”, no evento “Brasil de Amanhã: O que está em jogo em 2010?”, promovido pela Revista Amanhã, dia 5 de março, no Centro de Eventos Plaza São Rafael, em Porto Alegre.
Hingel mostrou um panorama sobre aspectos econômicos que vão compor as perspectivas e cenários para 2010. Além disso, apresentou uma contextualização da situação econômica brasileira dos últimos anos, tendências futuras e expectativas, com foco para o crédito e juros. “Temos uma perspectiva otimista para 2010. O Brasil superou muito bem a crise, que começou em 2007, agravada em 2008, mas vamos percorrer 2010 dentro de uma projeção muito favorável. Temos o sistema de metas inflacionárias e o câmbio flutuante. Para 2010, todas as previsões atuais indicam uma inflação próxima a 5%, o que preocupa, pois afasta-se da meta de 4,5%.”
O executivo destacou, ainda, a expansão da renda, emprego e, consequentemente, a elevação do consumo das famílias, em especial as classes sociais de menor renda.


Ricardo Hingel, diretor do Banrisul

Moradia perto do Iguatemi

A Arquisul Construtora e Incorporadora iniciou as vendas do Plenno Home Living, localizado na rua Andaraí, 566 – a dois minutos do Iguatemi. Com duas torres, o empreendimento terá 210 apartamentos de 2 e 3 dormitórios, 1 ou 2 vagas de estacionamento. Um destaque é a área de lazer, com mais de 20 itens, incluindo piscina adulto e infantil, salão de festas com espaço gourmet, mezanino e lounge, espaço do chimarrão, quadra de esportes, fitness center, brinquedoteca e salão de jogos.
O Valor Geral de Vendas (VGV) é de R$ 60 milhões. O Plenno já conta com dois apartamentos decorados para visitação no Plantão de Vendas. Maiores informações podem ser obtidas pelo fone (51) 3024-0698 ou pelo hot site www.arquisul.com.br/plenno.


Plenno Home Living

Papel e papelão retomam o crescimento

O presidente do Sindicato da Indústria do Papel, Papelão e Cortiça do Rio Grande do Sul, Walter Rudi Christmann, constata que o setor, um dos mais atingidos pela crise mundial, a partir do último trimestre de 2008, está em recuperação, puxada pela reativação da economia e pelo consequente aumento da demanda internacional. O grande mercado é a China, que importa celulose brasileira para suprir as necessidades de sua gigantesca indústria papeleira.
Segundo o dirigente em janeiro de 2010 a produção brasileira de celulose foi de 1,23 milhão de toneladas, representando um crescimento de 12,9% em relação a igual mês de 2009.

 

Governadora indica novo presidente para o Banrisul

A governadora Yeda Crusius indicou Mateus Bandeira, atual secretário de Planejamento e Gestão do seu governo para ser o novo presidente do Banrisul, em substituição ao presidente Fernando Guerreiro Lemos, que se antecipou à futura troca de governo, no próximo ano, e solicitou afastamento do cargo que ocupou com muita competência nos últimos anos. Bandeira, funcionário de carreira do estado, na condição de secretário, já faz parte do Conselho de Administração do banco.
Em seus mandatos, Fernando Lemos consolidou a posição do Banrisul entre os oito maiores bancos do País e o transformou num apoio indispensável para o estado superar os efeitos da crise financeira mundial. No balanço de 2009, por exemplo, o banco registrou um lucro líquido de R$ 541,1 milhões, 7,2% superior ao resultado de 2008. O resultado foi o melhor da história do Banrisul.Nos dois anos anteriores, o banco registrou lucro líquido superior de R$ 916,4 milhões em 2007 e de R$ 590,9 milhões em 2008.
O valor transforma o Banrisul no oitavo maior banco do Brasil em lucro líquido e em depósitos. O banco ainda é o sétimo em número de agências - contando com, atualmente, 434 agências e 1.167 pontos de atendimento no RS e em alguns Estados do Brasil, com 9.142 funcionários -, décimo em ativos, e 11º em Patrimônio Líquido, no ranking nacional.


Mateus Bandeira


Fernando Guerreiro Lemos

Zildo De Marchi será novo presidente da Fecomércio

Um dos mais conhecidos líderes empresariais do Rio Grande do Sul, Zildo De Marchi, 78 anos de idade, 50 dos quais dedicados às atividades associativas, além de dirigir empresas de grande porte, como a antiga Lacesa, do ramo de laticínios, e hoje na Uniagro, distribuidora de alimentos, bebidas e especiarias, será o novo presidente da Fecomércio, em substituição a Flávio Sabbadini, falecido em janeiro passado, vítima de câncer. O nome de De Marchi foi aclamado em reunião dos conselheiros, dia 19 de março, e será submetido às eleições do dia 3 de maio. A posse será em 1º de julho.
De Marchi, que foi um dos responsáveis pela unificação das várias federações que resultou na Fecomércio, em parceria com Sabbadini, promete seguir o planejamento estratégico criado por seu antecessor. Uma das principais metas de sua gestão será a construção do complexo que abrigará os vários braços da federação, às margens da rodovia BR-290, num investimento superior a R$ 150 milhões, num terreno de 20 hectares.
Todos os detalhes burocráticos e administrativos já foram solucionados, inclusive a construção de uma avenida de acesso ao local, e agora se vai entrar na fase de determinação do projeto e realização dos editais para a obra.


Zildo De Marchi e sua esposa Adyles

Construtores uniram-se à indústria contra redução da jornada de trabalho

O presidente do Sinduscon-RS, Paulo Vanzetto Garcia, integrou, em Brasília, a comitiva de empresários do setor, liderada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) que foi recebida pelo presidente da Câmara Federal, deputado Michel Temer, dia 10 de março. No encontro, os empresários manifestaram sua preocupação com a tramitação da PEC 231, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e aumenta a remuneração das horas extraordinárias de 50% para 75%.
Segundo suas estimativas, se aprovadas, as medidas poderão elevar em até 10% o custo com mão de obra nas empresas construtoras. Outra consequência imediata da redução da jornada de trabalho será o aumento do custo direto das moradias do programa Minha Casa, Minha Vida. Essa elevação seria de 4,8%, segundo a CBIC. Com isso, a verba destinada para o programa deixaria de financiar cerca de 48 mil unidades, fazendo com que 240 mil brasileiros continuassem sem casa até que outro programa seja implementado. Lembra Paulo Garcia que as medidas teriam forte impacto negativo principalmente sobre as micro e pequenas empresas, que representam 90% da base territorial do Sinduscon/RS e que já são diretamente oneradas pelos elevados custos do trabalho.
Posteriormente, dia 17, uma nova comitiva de industriais foi a Brasília com o mesmo objetivo, liderada pelo presidente da Fiergs, Paulo Tigre. A comitiva foi recebida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Tammer.
Representantes do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul integraram a comitiva, entre eles Astor Milton Schmitt e Valter Gomes Pinto, da Marcopolo, a grande fabricante de ônibus.


Paulo Vanzetto Garcia


Preocupação com mão-de-obra

O crescimento da economia e especialmente de alguns setores como a construção civil começa a gerar problema de escassez de mão-de-obra qualificada, o que exigirá a integração de esforços entre o governo e as entidades representativas das empresas e trabalhadores, concluíram os participantes de um encontro, dia 11 de março, promovido pela Sociedade de Engenharia do RS, com participação do superintendente regional do Trabalho e Emprego do Estado, Heron Oliveira. Apenas a construção civil gaúcha, em função dos programas habitacionais e das obras visando a Copa de 2014, necessitará de 15 mil novos trabalhadores, neste ano. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do RS, Paulo Garcia, sugeriu que o governo federal desloque boa parte da verba destinada a treinamento de beneficiados pelo bolsa-família para qualificação de pessoas não apenas para atuarem no setor, mas também para outras atividades que tiveram maior demanda de empregos. Baseou sua sugestão no levantamento realizado pelo Ministério do Trabalho que constatou que apenas 1% dos inscritos no bolsa-família mostram interesse nos cursos de qualificação. Ao mesmo tempo, foi citado o exemplo de uma rede de supermercados que selecionou apenas 3 pessoas de um total de 500 que se apresentaram para trabalhar na área de limpeza, entre outros motivos porque um grande número não sabia ler para identificar rótulo de produtos.